Importância da CIHDOTT no processo de doação de órgãos é tema de palestra no HSVP

Comunicar aos familiares a morte do seu ente querido é uma das tarefas mais difíceis que os profissionais de saúde têm de enfrentar, afinal, envolve um forte impacto psicológico em quem perdeu o ente querido. Quando a perda pode significar a doação de órgãos, essa situação exige um preparo ainda maior de toda equipe de profissionais.

Dizer “sim” após a perda de um ente querido pode ser doloroso, mas também pode mudar a vida de pessoas que esperam por um transplante. No Brasil o número de doadores cresceu, porém ainda existem cerca de 33 mil pessoas que estão aguardando na fila de espera, a doação de um órgão. Para falar sobre a importância da abordagem correta no processo de doação de órgãos, foi realizada na tarde desta quarta-feira, 11, no auditório do Hospital São Vicente de Paulo de Cruz Alta (HSVPCA), uma palestra com o tema “O Papel da Cihdott na Doação de Órgãos”.

A palestra foi ministrada pela enfermeira referência da Organização de Procura de Órgãos (OPO), Fabiana Dal’Conte Buzatto, do Hospital São Vicente de Paulo, de Passo Fundo. Durante o encontro, Fabiana fez um breve relato da história sobre transplantes, abordando a legislação sobre a organização, assim como a identificação e manutenção de possível doador. Também foi abordada as possíveis fragilidades no processo, a morte encefálica e a importância da capacitação dos profissionais de saúde no processo de abordagem aos familiares.

Para a enfermeira Fabiana Dal’Conte, a maneira como os familiares de potencial doadores são informados sobre a morte de seu ente querido, é essencial para a discussão e tomada de decisão sobre a doação de órgãos. “A maioria dos familiares não conhece o processo de doação de órgãos. Por isso, é preciso considerar, por exemplo, fatores como as cincos fase do luto e identificar em qual delas o familiar estará pronto ou não para considerar a doação. Para passar a segurança e o alento que o familiar precisa no momento do luto é preciso conhecer todo o processo, histórico e prontuário médico do paciente, ter empatia e proporcionar apoio emocional aos familiares”, explicou a enfermeira.

O encontro foi uma iniciativa da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do HSVPCA, reunindo profissionais de Medicina, Enfermagem, Psicologia, Serviço Social e Fisioterapia.

O Papel da CIHDOTT na Doação de Órgãos

O Hospital São Vicente de Paulo de Cruz Alta possui uma Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos para Transplante (CIHDOTT). A comissão é responsável por organizar dentro da rotina hospitalar a detecção de potenciais doadores de órgãos; viabilizando o diagnóstico de morte encefálica, conforme a Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM). Também tem como função criar rotinas para oferecer aos familiares de pacientes falecidos a possibilidade da doação e articular com a Central de Transplante do Estado a organização do processo de doação e captação de órgãos. 

Para ser um potencial doador, não é necessário deixar algo por escrito. Porém, é fundamental comunicar à família o desejo de doação. Quando a morte cerebral acontece há perda irreversível das funções vitais que mantêm a vida, como a perda da consciência e da capacidade de respirar. O indivíduo pode ser um potencial doador de córneas, rins, fígado, coração, pulmão, pâncreas entre outros órgãos e tecidos. Os órgãos são retirados e utilizados para transplante. Ou seja, um único doador pode salvar cerca de oito vidas.

Para o coordenador da CIHDOTT do HSVP, Dr. João Carlos Donadussi, a doação de órgãos deve ser amplamente divulgada. “Precisamos esclarecer as famílias sobre a importância e a nobreza deste ato que, apesar do momento difícil da perda do ente querido, a ação pode ajudar a salvar outras vidas. Muitas vezes, a pessoa não manifesta aos seus familiares o desejo de ser doador de órgãos. Estima-se que para cada oito potenciais doadores no país, apenas um acabe doando de fato, por isso, é importante ampliar as ações de conscientização e de esclarecer as dúvidas em torno do processo de doação”, explica.

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