Pacientes da Unidade Renal do HSVP aderem ao movimento em defesa da diálise

Os familiares e pacientes da Unidade de Terapia Renal do Hospital São Vicente de Paulo, de Cruz Alta, aderiram à Campanha Nacional de Conscientização para o aumento de investimentos na diálise e transplantes renais. A segunda edição do “Dia D” da Diálise, tem como objetivo mobilizar e conscientizar a sociedade, pacientes e o governo, sobre a necessidade da ampliação de investimentos nesta importante área.

A Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) realizou, pelo 2º ano consecutivo, o “Dia D” da Diálise, data que marca a luta por reivindicações e melhorias para o setor. Ontem, centenas de clínicas realizaram ações para mobilizar a sociedade e o governo em favor de investimentos para a nefrologia, fundamental para a sobrevivência de 122 mil pacientes renais crônicos no Brasil que dependem do tratamento para manter uma vida próxima do normal.

Com o mote Vidas importam! A Diálise não pode parar, as principais reivindicações da ABDCT no “Dia D” são pela adequada remuneração das 700 clínicas que prestam serviços para o Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo tratamento de qualidade e acesso para todos os pacientes renais crônicos.

A Unidade de Terapia Renal do HSVP, realiza desde 2010 o atendimento ambulatorial, o qual é referência regional. Procedendo aos exames complementares de diagnósticos, orientações de tratamento e acompanhamento de pacientes de patologias renais. 

Histórico 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), 122 mil pacientes renais crônicos dependem da hemodiálise, sendo que 100 mil dialisam em clínicas privadas que prestam serviços para o SUS. O mais recente censo da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) indica que mais de 700 clínicas realizam diálise no Brasil e, atualmente, mais de 1.000 pacientes em todo o Brasil aguardam pela disponibilidade do tratamento da hemodiálise pelo setor público, devido à falta de financiamento adequado.

A falta de repasse do valor das sessões de hemodiálise, que ameaça o tratamento de milhares de pacientes renais, é realidade para dezenas de clínicas de diálise que prestam serviço ao SUS, oferecendo tratamento de terapia renal substitutiva para filtrar artificialmente o sangue. 

Outra questão está relacionada ao valor pago pelo Ministério da Saúde para o tratamento, que está abaixo do custo real e não acompanha a cotação do mercado. Grande parte dos insumos, como produtos e maquinários são importados, além de gastos com dissídios trabalhistas, folha de pagamento, água, energia e impostos. Com todas essas despesas e a grave diferença de valor, muitas clínicas ameaçam encerrar suas atividades pela falta de recursos para compra de insumos para o atendimento aos pacientes. 

Em 2019, a ABCDT tem se esforçado para pleitear, junto ao Ministério da Saúde, que o pagamento da Terapia Renal Substitutiva (TRS) seja feito direto do Fundo Nacional de Saúde para as clínicas de diálise. A ideia é que os gestores estaduais e municipais passem a exercer apenas a atividade fiscal em relação à assistência prestada aos cidadãos. 

A diálise peritoneal, que deveria ser uma alternativa à TRS, também passa por grave crise. Diferente da hemodiálise, que filtra o sangue através de máquina e dialisador para remover as toxinas do organismo, a diálise peritoneal realiza o tratamento dentro do corpo do paciente, por meio da colocação de um cateter flexível no abdômen para a infusão de líquido de diálise para filtrar o sangue do paciente. No entanto, a remuneração também está abaixo do custo e a situação das clínicas que oferecem os produtos e medicamentos é crítica.

De acordo com pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a diálise peritoneal pode representar uma economia de 5% aos cofres públicos e gerar qualidade de vida ao paciente. Entretanto, segundo a ABCDT, a terapia ainda é subutilizada pelo sistema de saúde. A entidade calcula que atualmente no Brasil pouco mais de 9 mil pacientes realizam esse tipo de tratamento.

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